Disse aos amigos, que no Ultra Music Festival, não se importava de tocar em qualquer lado, nem mesmo na roulotte das bifanas. Este ano, João Rosário, membro da dupla KEVU, estreou-se no cartaz do evento e atuou, não na roulotte, mas no palco The Arrival, que embora pequeno em tamanho, tem um significado gigante na sua carreira. Uns metros ao lado e pela segunda vez consecutiva, o jovem português, em conjunto com Mykris subiu à cabine do palco principal para apresentar o seu novo remix para Sean Paul. Além dessa experiência, nesta entrevista exclusiva realizada em Miami, quisemos também saber que oportunidades tem tido nos vários eventos internacionais por onde tem passado e que novidades tem na sua carreira.

Pelo segundo ano consecutivo subiste ao palco principal do Ultra Music Festival. Conta-nos como foi essa experiência.
Tanto este como no ano passado fui ao mainstage com o Mykris. O Ultra para mim é o melhor festival do mundo, além do Tomorrowland. Prefiro o Ultra porque gosto muito de Miami. Subir ao palco foi uma experiência incrível. Começámos a ver o livestream há 4 anos, ainda não eramos DJs e estarmos a ver na televisão é uma coisa e depois pisar o palco é um pouco surreal. Foi uma experiência espetacular que também me ajudou a nível de credibilidade da marca KEVU. Foi inesperado para muita gente e ajudou-nos também no nosso país. A experiência em si é surreal. 

Que expectativas tinhas para a edição deste ano?
A representar os KEVU, fui tocar num palco novo, pequenino, mas que já é um palco do Ultra. Eu disse aos meus amigos, que no Ultra, nem que fosse na roulotte das bifanas, eu não me importava de tocar. Toquei num palco bastante interessante, o The Arrival, penso que é para aqueles DJs que estão agora a entrar no Ultra. Quem sabe, para o ano, não tocamos no mainstage, não é impossível. Se há 4 anos eu nem sequer era DJ e agora estou aqui… tudo pode acontecer.

Qual é a sensação de representarem Portugal na Miami Music Week e também no Ultra Music Festival?
Portugal é um dos países mais fortes, senão o mais forte a nível de público e paixão pela música. Tivemos a oportunidade de estar na EDP Beach Party no ano passado e conseguir ver isso. É um orgulho imenso mas a vontade é cada vez chegar mais longe, para podermos continuar a crescer como marca e colocar o nosso país no mapa, porque há mesmo muito talento em Portugal.

Certamente que este tipo de eventos internacionais dá-vos a oportunidade de conhecer artistas e personalidades do meio da música eletrónica. Consideras que são importantes para a vossa carreira? Já vos abriram algumas portas?
Sim, quer seja o Ultra, a Miami Music Week ou o Amesterdam Dance Event na Holanda, são eventos onde está presente todo o negócio. Já conheci nestes dias muita gente, conversei com várias pessoas no backstage e depois surgem colaborações, troca de ideias e números de telefone. Ou seja, em casa não se conseguia fazer isto. Aqui há uma facilidade muito maior de se chegar a outros DJs de renome, a outras labels e fazer contactos com pessoas de outros países, como do México ou do continente asiático. São esse tipo de coisas que vamos falando no backstage e que vai ajudar-nos na carreira certamente.

Que novidades podem desvendar sobre o futuro dos KEVU?
Felizmente temos uma agenda muito preenchida daqui para a frente. Temos também quatro ou cinco músicas já assinadas em grandes labels mundiais, colaborações com Blasterjaxx a sair agora, com o MOTi também. 
 

Publicado em Entrevistas
A poucos dias do sunset mais épico do ano, o Where's the Party by Carlsberg está a finalizar os preparativos para proporcionar uma épica experiência musical num local único como o Heliporto da Marina de Cascais, que se irá transformar em "capital" da música eletrónica durante oito horas. No sábado, dia 28 de junho, das 16 horas à meia noite, Thomas Gold, Danny Avila, Pete Tha Zouk, Pedro Cazanova e FunkYou2 vão dar música às mais de seis mil pessoas que são esperadas no evento.
 
Com um cartaz composto por grandes nomes da música eletrónica mundial, o sunset da Carlsberg irá proporcionar um fim-de-tarde e noite de elevada qualidade musical num local único como é Cascais. O cenário e a paisagem envolvente do Heliporto da Marina tornarão esta experiência ainda mais inesquecível. 
 
Ao nível da produção, o evento contará com um dispositivo técnico de mais de 120.000 watts de som, 80.000 watts de luz, 165m2 de ledwall vídeo de alta resolução, duplo LaserShare de alta intensidade, CO2, espetáculo de pirotecnia e muito mais. A Welove Events é a empresa responsável pela produção do evento cujo conceito Where’s the Party by Carlsberg inclui ainda um club tour de festas que está a percorrer o país até Setembro.
 
O DJ e produtor Pedro Cazanova é embaixador deste conceito em Portugal e o Portal 100% DJ foi "medir-lhe o pulso", e saber quais as suas expectativas já para este sábado. "São muito boas tendo em conta que o evento do ano passado foi muito bom e este ano terá que ser melhor!" referiu o produtor português.
 
Questionado quanto às sonoridades que irá levar na mala, Cazanova não tem dúvidas e revelou ainda uma estreia "irei levar algumas sonoridades um bocado mais 'fortes' dado que é um evento muito grande e temos que nos adequar ao público e à festa. Irei também estrear a minha música nova para o Verão e quero começar a tocá-la já no sábado."
 
Mas as novidades não ficaram por aqui. Nesta conversa Pedro Cazanova confessou-nos também em primeira mão que vai lançar um CD no próximo sábado "A compilação que sai no dia 28 terá os temas mais tocados por mim na club tour da Where’s the party by Carlsberg e conta com o meu último tema produzido em parceria com o Richard Grey e com a voz do Will Simms."
 
Em jeito de desafio final, perguntámos a Cazanova, com que artista gostaria de fazer um B2B neste evento - "com o Mauro Barros" rematou.
 
Recorde-se que este ano, a grande festa do Where’s the Party by Carlsberg acontece em duas edições. Depois de Cascais, segue-se o sunset mais épico deste verão no sul do país. A 15 de agosto, o Algarve recebe, entre outros, Armin Van Buuren, eleito por 5 vezes o melhor DJ do Mundo.
 
Com estas festas, Carlsberg pretende proporcionar experiências únicas aos participantes e reforçar o seu caráter premium associando-se à noite e à celebração.
 
 
Publicado em Eventos
Natural da Margem Sul do Tejo, é no país da cidade maravilhosa que faz vida há 10 anos. Começou a sua carreira na música com oito anos de idade, a estudar piano, tocou numa banda de baile, mas rapidamente percebeu que o "bailinho" era outro, com acordes mais eletrónicos e decibéis muito mais altos. Rui Oliveira é o rosto do projeto Paranormal Attack, que está comemorar 15 anos de existência. Nesta entrevista exclusiva ao Portal 100% DJ, ficámos a conhecer as suas influências e algumas novidades musicais, como foi a sua passagem pelo Festival Tomorrowland Brasil e quais os seus próximos projetos.
 
 
A música fez parte da tua infância. Estudaste piano, tocaste numa banda de baile e aos 20 anos começaste a produzir música eletrónica. Conta-nos como foi essa mudança da música de baile para a eletrónica.
Na verdade sempre odiei música de baile mas era uma boa fonte de dinheiro e dava-me tempo para poder produzir enquanto Paranormal Attack durante a semana. Sempre fui fã de Rock e Metal, nem prestava muita atenção ao som eletrónico até ao dia em que fui a uma rave e apaixonei-me completamente. Comecei logo a descobrir como se fazia aquilo. Os conhecimentos que tinha de música ajudaram-me muito na produção!
 
Na produção musical quais são as tuas influências?
No trance a minha maior influência sempre foi Skazi, além de ser como um irmão para mim também foi ele que me ajudou muito no início da carreira. No geral o meu produtor preferido é o Rob Swire dos Pendulum/Knife Party.
 
Já lançaste uma faixa em conjunto com os Karetus. Com que outros artistas portugueses gostarias de colaborar?
Os Karetus são grandes amigos meus e grandes produtores. Estou a terminar uma colaboração com os Ninja Kore e gostaria de fazer algumas coisas diferentes no mundo Pop também. Estou também a preparar uma colaboração com os Pratta.
 
Faz dois anos que fundaste a editora Fxxk Tomorrow. Como surgiu essa ideia e que balanço fazes da mesma?
Quando tive a ideia de criar a editora foi com o intuito de ter liberdade para lançar a minha música quando quisesse sem ter que esperar por agendas de outras editoras. As coisas foram crescendo e comecei a receber muitas demos e os planos foram sendo maiores. Já lançámos músicas de vários artistas, vários estilos e conseguimos alcançar alguns Top 100 no Beatport. Recentemente começámos a fazer eventos e temos grandes planos para Portugal a partir do próximo ano, que em breve serão revelados. Mas esperem grandes noites no nosso país.
 
Como vês a cena Trance tanto em Portugal como no Brasil?
São cenas muito diferentes. O Brasil devido ao tamanho do país e também ao tamanho a que o Trance chegou os eventos são mega produções com milhares de pessoas. E também o público é mais quente e mostra mais o quanto gostam do DJ. Já Portugal tem uma cena mais tradicional, mais underground e mais pequena e as pessoas são um pouco mais introvertidas. Mas amo os dois países. Cada um com as suas particularidades.
 
O ano passado tiveste uma atuação no Tomorrowland Brasil. Como foi essa experiência?
Foi uma experiência maravilhosa, poder estar num evento desses é o sonho que qualquer DJ provavelmente tem. Lembro-me que até chorei de felicidade no dia que saiu o meu nome no line-up. Foi uma emoção enorme.
 
Que diferenças encontras entre o público português e o brasileiro?
Como já disse, acho que a maior diferença é mesmo a reacção do público quando ouvem a minha música. Os dois países gostam muito do som mas no Brasil as pessoas gritam, pulam, levam placas com o meu nome, bandeiras de Portugal, etc. Em Portugal o público preocupa-se mais com a experiência de cada um durante o set. Dançam muito mas são mais contidos. Mas isto é uma coisa do Trance, porque vejo que noutro tipo de eventos o público português é bastante animado também.
 
No início do mês tiveste uma atuação na Costa de Caparica, margem do Tejo que te viu crescer. Como foi esse regresso? Pode-se afirmar a velha máxima de que "o bom filho à casa torna"?
Foi muito boa a festa, grande ambiente e o local escolhido foi muito bom também. Isto foi só o começo de uma caminhada que estamos a planear. Grandes notícias estão a caminho. Fico muito feliz de voltar ao meu país depois de estar 10 anos no Brasil.
 
O que representou para ti a entrada direta para o TOP 30 de 2016 levado a cabo pelo Portal 100% DJ?
Foi outra grande surpresa para mim e fiquei muito feliz com isso. O país onde nasci reconheceu o meu trabalho e consegui um 19.º lugar. Muita gente que não me conhecia ficou a conhecer e os que conheciam se calhar passaram a respeitar mais o meu trabalho. Espero que este ano suba mais umas posições nesse ranking.
 
Quais são os teus projetos musicais a curto e médio prazo?
Este ano vou lançar o álbum de 15 anos do projeto com 15 músicas e tenho algumas colaborações para sairem também em labels mais comerciais. Temos também grandes planos para eventos da Fxxk Tomorrow em Portugal.
 
E por último, a pergunta da praxe. Que mensagem queres deixar aos teus fãs/seguidores?
Quero agradecer a todos por me proporcionarem a vida que eu escolhi. Poder fazer aquilo que se ama é uma grande vitória na nossa vida. Nunca desistam dos vossos sonhos. Por vezes demoram a chegar mas o que é nosso está guardado e então a nossa hora sempre chega. Um abraço gigante a todos! Amo vocês!
 
Publicado em Entrevistas
A chegada do novo milénio foi uma porta que se abriu para o DJ e produtor Carlos Manaça – um dos artistas de música eletrónica mais conhecido e respeitado, tanto a nível nacional como internacional, sempre fiel aos géneros underground. A sua carreira começou em 1986, altura em que a música de dança se começava a ouvir em Portugal. Reinava a house music, o tech house e o techno, géneros direcionados a pequenos nichos que os consideravam underground, apesar de também se ouvirem músicas pop, rock e reggae. As pen’s eram um futuro distante, era o vinil que reinava.
 
Depois de viajar um pouco por todo o mundo na companhia da sua música e de ser o DJ residente de clubs como Pirâmide (Marco de Canaveses), Dezassete (Paços de Ferreira), Cais 447 (Porto), Rock’s (Vila Nova de Gaia), Swing (Porto), entre outros, Carlos Manaça cumpre mais um objetivo: a criação de uma editora.
 
Fundada como Magna Recordings, a editora surgiu “numa altura em que no nosso país só existiam duas editoras de música de dança: a Kaos Records e a Squeeza Records”, de A. Paul. Os primeiros temas editados na agora nova editora realizaram-se “entre 2000 e 2003” e foram “Feel The Drums”, do próprio Carlos Manaça, “Spiritual Battery” de Paul Jays e “The First Tribal Feeling” de Peter Tha Zouk e Bruno Marciano. Sim, com o passar do tempo, Pete Tha Zouk deixou cair o ‘r’ do seu nome artístico.
 
As primeiras edições foram um êxito e “a Magna Recordings foi vista como uma label de música mais tribal”, confessa Carlos Manaça, em entrevista exclusiva ao Portal 100% DJ, na comemoração dos 15 anos da editora. Esse estilo, no ano 2000, “estava a começar a ter sucesso a nível internacional” e a editora ficou conhecida por esse “rótulo”, apesar de ter “editado muitos temas fora desse estilo”. Todo o sucesso inicial foi ainda “um dos fatores para a criação da Stereo Productions e do seu chamado Iberican Sound”, que também teve uma ajuda de Carlos Manaça. A Stereo Productions é “uma das grandes editoras a nível internacional” criada por dois grandes nomes como Chus & Ceballos.
 
 
A Magna Recordings começou assim a entrar “no mapa internacional das editoras de música underground” e realizou logo várias entrevistas para a Muzik Mag ou a DJ Magazine. Em 15 anos tudo mudou. No ano 2000, “a logística de cada edição em vinil era muito mais complicada. Depois de editar os temas, eram enviados para a fábrica, receber e ouvir o test pressing para ver se estava tudo bem e mandar fazer os discos e as capas”. Para os temas saírem para o mercado, passavam por todo um processo que demorava “aproximadamente um mês e meio e era caro. Algumas vezes até tinha que ser pago antecipadamente”.
 
Em 2007, após a última edição em vinil de vários remixes do tema “The Strong Rhythm” de Carlos Manaça e Chus & Ceballos, a empresa entrou num “ponto de inflexão” em relação ao seu percurso. “Quase que tivémos de fechar, porque o nosso distribuidor faliu e ficou a dever-nos milhares de euros em discos que já estavam pagos na fábrica. Foi um revés bastante complicado, mas conseguimos superar porque a nossa estrutura era muito pequena”, confessou Carlos Manaça ao Portal 100% DJ. A partir desse acontecimento, todos os temas passaram a ser editados apenas em formato digital.
 
Atualmente é muito mais fácil editar um tema digitalmente do que em vinil há 15 anos atrás. Quando existe uma faixa que tem potencial, “é só fazer o mastering, produzir o artwork e, aproximadamente numa semana, o tema já está nas lojas online. É muito mais rápido e barato colocar temas à venda”.
 
Até ao momento a Magna Records editou cerca de 300 temas e ao longo dos anos foram descobertos vários novos talentos, como é o caso de Pete Tha Zouk, Rob Mirage, Mendo, Richie Santana, Glender, Redkone, Di Paul e Dextro. Agora, no décimo quinto aniversário, Carlos Manaça está a “fazer um balanço” de todo o percurso da editora Portuguesa e a “tentar definir” o próximo objetivo. Para comemorar a data especial, a Magna Recordings tem vindo a editar vários remixes de temas emblemáticos da empresa, “mas cada vez é mais difícil ter destaque, na quantidade enorme de música que é editada todos os dias”.
 

"Cada vez é mais difícil ter destaque, na quantidade enorme de música que é editada todos os dias"

 
Apesar de haver “vários truques para conseguir entrar nos tops de vendas”, o artista português não acredita nesses métodos e nem pretende aplicá-los. “Achamos que ter que comprar os nossos próprios temas para conseguir entrar nesses tops de vendas não é o caminho certo. Os únicos a lucrar com isso, tal como vem acontecendo nos últimos anos, são sempre as lojas online”, remata Manaça.
 
Em relação à pirataria, o DJ e produtor considera que “as cópias piratas estão simplesmente a destruir as pequenas e grandes editoras de música não comercial”. Carlos Manaça chegou a pensar que “quando se começaram também a piratear filmes, jogos e aplicações a grande escala” que as autoridades iriam intervir e parar com a “pirataria massiva de praticamente tudo”. Mas isso não aconteceu e “agora já é uma coisa praticamente impossível de conseguir”. Principalmente “as novas gerações já não sabem o que é comprar uma música. Para eles é só ‘ir à net e sacar’”.
 
 
No fim da conversa, Carlos Manaça deixou um importante apelo a todos os seus seguidores e aos leitores do Portal 100% DJ: “Lembrem-se que quando estão a ‘sacar’ uma música na internet de forma gratuita, são muitas as horas de trabalho que não estão a ser pagas. Pode ser um artista pequeno, que provavelmente ao fim de duas ou três edições vá chegar à conclusão que não consegue viver de fazer música, ou um artista ‘grande’ que também tem despesas, que não são poucas, para que a música que estás a ouvir e que te produz tantas emoções, possa estar nos teus ouvidos”.
 
“Por isso, lembra-te que há muitas pessoas por detrás dessa melodia, desse beat, dessa música que tu tanto gostas, que não vão receber nada por isso. E não digam que é por causa do preço, porque a pouco mais de um euro as músicas são acessíveis a praticamente todas as pessoas - basta querer”, concluiu.

 


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Publicado em Reportagens
O DJ e produtor português está a ter um dos melhores anos de sempre na sua carreira. Depois do Tomorrowland Brasil e do Ultra Music Festival em Miami, Diego Miranda subiu pela primeira vez a um dos palcos mais desejados do mundo, o do Tomorrowland, em Boom, na Bélgica. Após a sua atuação neste festival, o Portal 100% DJ esteve em exclusivo à conversa com o autor do hit “Turn The Lights Out”, onde foram falados temas sobre a sua presença nos grandes festivais internacionais, bem como os projetos que tem na manga para desenvolver a curto e médio prazo.
 
 
Quais eram as tuas expectativas para a atuação no Tomorrowland (Bélgica)?
Esperava sobretudo o apoio dos portugueses como foi no Ultra Music Festival de Miami e agradar o público que estaria ali para ver-me, porque estás perante pessoas de todo o mundo, de todas as nacionalidades. Era portanto uma grande responsabilidade. Mas fiquei extremamente feliz e realizado ao ver a reação do público quando reproduzi as minhas músicas mais recentes.
 
Antes deste Tomorrowland tiveste a oportunidade de pisar os palcos do Ultra Music Festival em Miami e do Tomorrowland Brasil. Conta-nos como foi essa experência. Ficaste orgulhoso de representar Portugal?
É sem dúvida uma grande honra e um grande privilégio! Fui um dos DJs portugueses a estar no Ultra Music Festival de Miami e o Tomorrowland Brasil será sempre um grande marco na minha carreira. Ao mesmo tempo, sei que isso é uma esperança para todos os jovens que anseiam tocar nesses festivais. É uma forma de abrir portas para o nosso país. E depois, estar a tocar e começar a aparecer a nossa bandeira por todos os lados do público é uma sensação única. Estou muito feliz!
 
Que projectos tens para desenvolver a curto prazo e que possas divulgar aos teus seguidores?
Finalmente vai sair pela Smash The House, editora dos Dimitri Vegas & Like Mike, o meu tema "Nashville" com Wolfpack, a faixa que tem passado em todo o mundo pela mão dos DJs oficiais do Tomorrowland, que dão todo o apoio, reproduzindo-a quase sempre no início dos seus sets. Assinei também uma música nova intitulada de "Weapons of the Future" pela Panda Funk, editora do Deorro, que sai no próximo mês. Vou lançar agora o meu novo tema "Crystalized" com o cantor Vince Kidd. É mais direcionada para a rádio, tropical mas muito fresh. Estou muito espectante. Vou ter várias colaborações também, uma delas é com WAO, um nome que vai dar muito que falar. Já tínhamos trabalhado juntos num tema mas agora ele vai estar em Portugal e acredito que vamos ter vários trabalhos juntos, porque além de um grande amigo é muito talentoso e os dois juntos terá um grande resultado com certeza. Para já é tudo mas sigam-me nas minhas redes sociais que eu vou sempre divulgando o que estou a fazer no momento. "The best is yet to come".. Fiquem atentos e nunca desistam dos vossos sonhos.
Publicado em Entrevistas
Natural de Viseu, este jovem promessa da música eletrónica, apenas precisa de uns headphones e de um computador portátil para fazer aquilo que lhe dá mais prazer: produzir música.
Reconhece que é um privilegiado por poder trabalhar em conjunto com um dos maiores nomes nacionais - Pete Tha Zouk, com quem está atualmente a produzir o tema “We Are Tomorrow".
A sua música "Layers" foi apoiada por vários artistas, onde também a podemos encontrar nalguns discos da editora Vidisco. É o nome a ter em conta. Quisemos conhecer melhor o seu trabalho. Fomos ao encontro de Deepblue...

 

Como e quando é que a produção musical te despertou interesse?
Quando tinha os meus 16 anos de idade. Nessa altura já praticava o Djing, e comecei a pensar “será que esta música ficaria melhor com esta alteração?”. No dia seguinte, comprei uma revista que trazia um CD com loops. Nesse mesmo dia, comecei a cortar e juntar esses loops de diferentes formas, até chegar ao ponto onde estou agora.

 
'Em que' ou 'No que' te inspiras para produzir uma música?
Normalmente, para a inspiração surgir, faço caminhadas por diferentes locais, aprecio a paisagem e imagino um momento musical para essa situação. Tento representar a paisagem que vejo, através de um conjunto de elementos musicais.
Essa inspiração surge também com diferentes situações que ocorrem ao longo do meu dia e da minha vida.

Por dia, quantas horas perdes em frente ao ‘FL Studio’?
No mínimo duas horas. A minha média é por volta das cinco horas diárias. Sou um viciado pela área, quero sempre aprender mais. É uma paixão.
 
Quando acabas de a produzir, como te sentes? Ficas logo 'pronto para outra'?
Sinto-me feliz por ter conseguido transmitir tudo o que queria numa só faixa. Depois de poucos dias a dar descanso aos ouvidos e à criatividade, estou de volta ao trabalho.
 
Como classificas a tua linha musical?
Considero que a minha linha musical se enquadra dentro de um house progressivo, no entanto mais melódico e alegre, mais divertido.
 
Como classificas a atual produção musical eletrónica em Portugal?
Sem dúvida que está a melhorar significativamente. Cada vez mais há novos talentos a surgir, a produzir muito boa música, e penso que estamos a evoluir num bom sentido, de modo a que Portugal seja mais reconhecido por todo o Mundo.
 
A música 'layers' foi fortemente apoiada por vários artistas. Tinhas noção de que a mesma poderia ter esse grande apoio?
Não. Para mim, a “Layers” era apenas mais uma faixa. Claro que, considerei que a faixa era o meu melhor trabalho até aquela altura, e fiquei contente com o resultado. No entanto, nunca esperei ter apoio de qualquer artista, muito menos de grandes artistas!
 

"(...) Cada vez mais há novos talentos a surgir, a produzir muito boa música, e penso que estamos a evoluir num bom sentido, de modo a que Portugal seja mais reconhecido por todo o Mundo."

 
Sabemos que estás a co-produzir um tema com Pete tha Zouk. Consideras-te um privilegiado por poder trabalhar com um TOP DJ Português?
De certa forma considero-me privilegiado, mas no entanto não me considero superior a ninguém. É uma sensação excelente, que me proporciona uma enorme felicidade e orgulho, pois é um sinal que o meu trabalho está a ser reconhecido, cada vez mais.

Qual foi o tema que te deu mais prazer de produzir até agora? E porquê? Algum motivo especial?
Sem dúvida que o tema que mais prazer me deu de produzir, foi o “We Are Tomorrow” com o Pete Tha Zouk. Nós os dois juntámo-nos, conseguimos sincronizar as nossas ideias, e criámos algo com um sentimento enorme, que revela toda a nossa paixão pela música. Esta faixa transmite uma mensagem, e nós conseguimos transmiti-la exactamente da maneira que queríamos!
 
Os teus temas têm estado em diversas colectâneas. Consideras, de certa forma, que a editora Exklusive também está a ser a tua ‘rampa’ de lançamento?
Sim, sem dúvida. A Exklusive foi um ponto de partida e evolução, tive um grande apoio da parte deles, que se esforçaram bastante com a publicidade do meu trabalho.
 
Em termos de marketing, na tua opinião, o digital está a ter mais ‘força’ que o físico?
Na minha opinião o digital veio para ficar, e fico contente por isso. O digital é um meio excelente tanto para divulgação do trabalho dos produtores, como para o público. É uma forma mais fácil de atingir o público, e é muito mais simples para os ouvintes, que têm acesso a música nova de forma mais fácil e mais rápida. O YouTube é uma ferramenta excelente.

Com quem gostarias, de um dia partilhar a cabine?
Não tenho nenhum desejo em especial nesse aspecto. Já tive o prazer de a partilhar com o Pete Tha Zouk, e sem dúvida que foi o momento com mais paixão que alguma vez vivi!

O que podemos esperar de Deepblue a curto prazo?
Tenho uma grande surpresa para partilhar com o público. E claro, também haverá novos temas e remisturas.

O que é para ti, um 100% DJ?
Um 100% DJ, é aquele que, quando sobe a uma cabine, se entrega de corpo e alma ao que faz, transmitindo todo o seu amor e a sua paixão sobre a música.
 
Publicado em Entrevistas
Stereossauro é o nome artístico de Tiago, o companheiro e “irmão” de DJ Ride, dos Beatbombers. Em entrevista exclusiva ao Portal 100% DJ, o artista português fala sobre a sua carreira, o regresso à competição mundial de scracth e algumas curiosidades acerca das suas produções e atuações. A caminho estão dois EPs de tributo a bandas portuguesas.

 

Quando e onde compraste o teu primeiro gira-discos? Ainda lhe dás uso?
Foi no Porto, na Danceplanet, mas esse já não lhe dou uso. Era um Reloop dos fraquinhos, mas deu para começar.
 
A tua formação em artes plásticas e design influencia a tua carreira musical? De que forma?
Sim, influenciou-me bastante, tanto as metodologias como os conceitos que aprendi nos cursos, mas mais importante ainda as pessoas que conheci. O facto de estar exposto a várias ideias é muito enriquecedor e ainda hoje tenho amigos próximos dessa altura.
 
De todas as atuações enquanto projeto Beatbombers, qual gostarias de destacar e porquê?
Todas são importantes, mas o campeonato IDA de 2011... essa noite foi épica. Essa é minha e do DJ Ride - ninguém nos tira. Um grande abraço para meu “bro” DJ Ride, Beatbombers4ever!
 
Preferes atuar sozinho ou através dos Beatbombers com o DJ Ride?
É difícil escolher. Sozinho posso "planear" o set todo, ou desenvolver uma ideia, mas com o Ride é mais fácil e mais surpreendente, porque improvisamos bastante. Nunca sabemos bem como vai ser o set. Como Beatbombers acaba por ser mais divertido, mas também adoro fazer um set sozinho.
 
Qual é a sensação de atuar num Boiler Room, em direto para todo o mundo?
Isso foi no set do Ride. Alto convite do Ride, mas nem tinha pensado bem nisso. Foi "bué" descontraído, porque o set era dele, a responsabilidade maior era dele (risos). Eu fui só curtir uns scratches, nem estava propriamente a pensar que aquilo estava a ser transmitido para uma audiência enorme. Grande set dele mais uma vez!
 
Que equipamento consideras essencial na tua cabine?
Technics 1210, Rane 62 e Akai MPD. Com isto estou em casa.
 
 
Quais são as tuas referências e com quem gostarias de fazer um B2B?
Tenho muitas referências de DJs: MixMaster Mike, DJ Shadow, DJ Craze, Z-trip e mais recentemente o Gaslamp Killer. Provavelmente escolhia o Mixmaster Mike para o B2B.
 
Quais foram as inspirações e influências que levaram à gravação do teu último álbum “Bombas em Bombos”?
De tudo um pouco, mas mais focado na fusão de Bass music eletrónica com música tradicional de vários países.
 
“Verdes Anos” foi uma das tuas produções de mais sucesso. Qual é a história por detrás desta faixa?
É a primeira vez que me perguntam isso! Mas foi muito simples. Andava com essa música do Carlos Paredes na cabeça e um dia cheguei a casa, peguei no CD e ouvi a música umas dez vezes seguidas para perceber o que conseguia fazer com esses samples. Depois foi cerca de duas horas e estava feito. Foi muito rápido e também tive sorte, acho eu, pelo menos na maneira como os samples resultam e pela aceitação do público. Quando fiz isso não estava minimamente preocupado se alguém ia curtir, se o sample português ia funcionar ou não, e depois mostrei ao Ride quando ele passou lá em casa. Ele pôs isso no Youtube e comecei a receber montes de mensagens, foi brutal! Ainda hoje é um "high-light". Sempre que toco isso o público mostra que está a sentir!
 
Como foi o regresso à competição mundial de scratch?
Só estivemos um ano sem competir e foi principalmente por não se realizarem campeonatos no nosso país, com muita pena nossa. Mas como já vencemos aquela competição foi-nos concedido um ‘wild card’. Nós ainda temos muita vontade de continuar a competir e evoluir cada vez mais. Dá muito trabalho e é muito pesado psicologicamente, pois nós empenhamo-nos mesmo a sério, mas é o que nos põe o sangue a "correr" nas veias.
 
Que novidades podemos esperar de Stereossauro para este ano?
Estou a preparar umas remixes do meu álbum com uns amigos, que quero manter surpresa por enquanto. Vou lançar pelo menos dois EPs de tributo a bandas portuguesas, um agora no início do ano, outro mais para o fim. Mixtapes, muitas atuações, DJ sets, e claro que vou tentar alguma competição de DJs, mas isso é difícil de prever. Muita música nova a caminho!
 
Que mensagem gostarias de deixar aos leitores do Portal 100% DJ?
Que se a música for o vosso caminho, trabalhem bastante, todos os dias. O talento é muito importante, mas sem o trabalho não se consegue. Sejam originais e divirtam-se! 
Publicado em Entrevistas
Naquela que foi a primeira produção de Kura, o DJ e produtor nacional optou por um formato Sunset e inovou ao convidar uma série de amigos - todos portugueses - para partilhar a cabine consigo à beira mar. 
 
O Sunset da passada quarta-feira 6 de agosto, teve início pouco passava das 16 horas com Nelson Cunha, DJ e radialista da Mega Hits. Uma hora depois entram em cena os Dynamic Duo com a sua mistura perfeita de house com hip hop, trap ou dubstep, musicalmente cabe tudo num set da dotada dupla composta por DJ Cruzfader e Stik Up, que trataram de pôr o areal a dançar. Mais tarde o testemunho era passado a Ricci Ferdinand, o DJ nortenho que ficou com a tónica distintiva neste Sunset ao brindar as areias de Portimão com a sua delicada seleção de house soulful, deep e vocal, que fez um contraponto maravilhoso com as outras atuações. Perto das sete da tarde entra em cena a jovem DJ e produtora Von di Carlo, que já colaborou com Kura no tema "Polaris", e que mostrou como é uma performer nata que dançou, interagiu com o público e ofereceu uma mistura de EDM bem atual para passar a cabine aos Karetus, o trio composto por Carlos Silva, André Reis e pelo MC Paulo Silver que trouxe temas novos do seu álbum "Piñata". 
 
Arrancaram emoções do público antes mesmo de Kura entrar na cabine, algo que aconteceu com o sol a pôr-se já passava das 20 horas. No set de Kura tocaram vários temas seus e remisturas, bem como o seu tema, ainda por editar, "Collide", com o qual fez questão de terminar o set. A sua atuação foi pautada por energia e muitos braços no ar. O público vibrou quando o convidado especial, Pete Tha Zouk, entrou na cabine para, num formato back to back, tocar com Kura. De notar que durante todo o evento os artistas entraram livremente na cabine enquanto os amigos tocavam, num evento que foi uma verdadeira celebração da nova geração da eletrónica portuguesa.  
 
O Portal 100% DJ como plataforma de apoio aos artistas portugueses marcou presença nesta comemoração única e foi ao encontro do anfitrião do evento - Kura - para uma entrevista exclusiva onde procurámos saber como surgiu a ideia do evento, quais os projetos para os próximos meses e a sua possível entrada no Top 100 da Revista DJ Mag.
 
 
Como surgiu a ideia de um sunset com o nome da tua faixa "Sabotage"? 
Foi uma ideia sugerida pelo meu management, a WDB Management. No início pensei que era um pouco impossível de realizar, porque como nós podemos ver aqui, é uma produção muito grande e num sunset de entrada livre acaba por ter um custo muito grande suportado por nós. No entanto, as coisas começaram a ganhar forma e felizmente conseguimos produzir o sunset com entrada livre, porque este evento é também para as pessoas que gostam do meu trabalho e para as que estão aqui em Portimão. A ideia surgiu com o intuito de dar algo novo às pessoas que gostam da minha música.
 
Que projetos tens para os próximos meses que nos possas revelar? 
Tenho muitas coisas agendadas, várias colaborações, remixes a sair, inclusive um para o "Let’s Get F*** Up" do MAKJ & Lil’Jon que vai sair pela Ultra, também saiu agora o meu remix para o "Next Level" do John Christian na Protocol Recordings. Tenho uma colaboração com o Sidney Samson e com os Goldfish and Blink que assinaram pela Revealed; Com o Marcelo CIC, residente da Green Valley e que tem alguns temas na Spinnin’… são muitas coisas aí na calha incluindo vários originais. Também irei fazer algumas internacionalizações até ao final deste ano. Estamos a equacionar algumas datas no Brasil, também tenho convites para fazer datas na Irlanda, Inglaterra e Espanha. 
 

A ideia surgiu com o intuito de dar algo novo às pessoas que gostam da minha música.

 
Estás com expetativas de entrar no Top 100 da DJ MAG deste ano? 
Sinceramente não estou a pensar muito nisso. Decidimos fazer uma campanha este ano, uma coisa mais a sério e mais forte que o ano passado. Também as pessoas mereciam que tivesse essa preocupação. Houve um interesse por parte dos fãs em que eu fizesse uma campanha e foi o que eu fiz, sabendo que é muito difícil entrar, porque há muitos bons DJs.
 
É certo que as tuas faixas são muito conhecidas lá fora, mas em termos de internacionalizações...
Sim, peca um pouco. É esse crossover que falta porque se repararmos vimos que há artistas a crescer muito rápido porque têm uma editora que está montada com uma agência de booking em "360" e que os DJs começam logo a tocar nos clubes mais importantes, vão atrás de grandes nomes nos festivais - as coisas acontecem de uma maneira mais automática. Nós não temos esse suporte ainda, mas não temos de nos queixar, temos sim de continuar a trabalhar. No geral as pessoas têm de parar de se queixar e trabalhar.
 
Que mensagem gostarias deixar aos teus seguidores e aos do portal 100% DJ? 
Acima de tudo uma mensagem de agradecimento pelo apoio que me têm dado, não só os meus fãs como também os da vossa página que me apoiam. Eu estou sempre atento às vossas publicações com conteúdos de excelência. Continuem também a apoiar a cena nacional, novos talentos, pessoal com valor - que é o que vocês têm feito. 
Para as pessoas que gostam da minha música, que se dão ao trabalho de me acompanhar e que às vezes fazem muitos quilómetros para me ver 
espero que continuem a fazê-lo e que eu continue a superar as suas expectativas - trabalho todos os dias para isso.
 
 
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Passatempo Terminado. 
Vencedores: Rúben Couto, Francisco Marques, Daniel Gaspar.
 
Publicado em Entrevistas
Deixou a carreira de professor de educação física e moral para se dedicar de corpo e alma ao djing e à produção musical. Quando se fala de Yves V, é inevitável referir o festival Tomorrowland, uma vez que o artista belga é considerado o DJ residente. Graças ao impacto das suas atuações transmitidas para todo o planeta, hoje em dia cumpre um dos seus maiores sonhos: viajar por todo o mundo acompanhado da sua música e dos seus fãs. O Portal 100% DJ teve a oportunidade de conversar com o produtor belga, sobre temas como a sua carreira atual, o nosso país e, claro, o festival que é a sua segunda casa.
 
 
És o DJ residente do Tomorrowland. Como te sentes ao fazer parte do maior festival do mundo?
É ótimo. Todas as pessoas me perguntam isso. Eu estou lá quase desde o início por isso eu vi toda a evolução. Agora tenho o meu próprio palco e atuei também no Main Stage, na edição do Brasil e dos Estados Unidos da América. Estou muito feliz por continuar lá e posso chamar-me de ‘DJ residente’ daquele festival, porque às vezes as pessoas não sabem onde é a Bélgica, a minha terra natal, mas sabem onde é o Tomorrowland.
 
Qual é a tua opinião sobre a expansão do Tomorrowland para outros países como o Brasil ou os Estados Unidos da América?
É muito bom, penso eu. Especialmente o Brasil, na minha opinião, é um grande mercado para mim. O público brasileiro e o Tomorrowland são uma combinação muito boa. A primeira edição ficou esgotada em duas horas e a edição americana também vendeu bem. Acho bem que não o façam em todos os países, mas sim em todos os continentes. É positivo expandir a marca.
 
Já atuaste várias vezes no nosso país. O que tens a dizer sobre Portugal e o nosso público?
Fantástico! Amo o clima, porque é muito diferente da Bélgica e o público tem sempre muita energia. Todos estão felizes e sabem as músicas, é uma das coisas que se consegue ver. A última vez que cá estive, havia pessoas no público com uma bandeira com o nome de uma faixa minha que ainda não tinha sido lançada, foi muito bom. 
 
Conheces algum DJ português?
Sim, o Kura. Que outros DJs portugueses me aconselham?
 
E para quando uma colaboração com um DJ português?
Atualmente estou a planear com o Kura para fazermos alguma coisa. Até agora não tenho nenhuma produção com um artista português mas nunca se sabe o que o futuro possa trazer.
 

(…) o meu maior objetivo: viajar pelo mundo e partilhar a minha música.

 
Qual é a tua colaboração de sonho?
É difícil dizer um só nome, mas se pudesse escolher seria alguém fora da música de dança. Alguém de uma banda de rock, de música clássica, ou um cantor. Algo totalmente diferente e que as pessoas não estejam à espera.
 
Como por exemplo?
Há muitos bons cantores, como por exemplo a Birdy. Ela tem uma voz muito boa que desperta muitas emoções. Iria ser uma excelente combinação. Mas há muitos outros bons nomes que seriam uma boa hipótese. 
 
Qual foi o melhor momento da tua carreira?
É óbvio que tenho de referir novamente o Tomorrowland. O mundo inteiro está a ver o Main Stage e aquilo que tu estás a reproduzir naquele momento. Cada vez que atuo lá, consigo ver as reações nas redes sociais. O Tomorrowland é sempre um momento alto na minha carreira.
 
Na tua opinião, quem merece a primeira posição do Top 100 DJs da DJ Mag?
É uma pergunta muito difícil. Mas acho que a resposta é Dimitri Vegas & Like Mike. São os meus irmãos da Bélgica. Na minha opinião é muito difícil dizer quem possa ser o melhor DJ do mundo, porque existem muitos bons artistas.
 
Que novidades podes desvendar acerca do futuro da tua carreira?
Tenho muitas novas produções a chegar. Espero que tudo corra bem. Vou estar em digressão e esse é o meu maior objetivo: viajar pelo mundo e partilhar a minha música.
 
Que mensagem gostarias de deixar aos seguidores e leitores do Portal 100% DJ?
Quero agradecer a todos que têm ido às minhas atuações e se nunca o fizeram, espero conhecê-los em breve num dos meus próximos shows. Continuem a apoiar a música eletrónica!
 
Publicado em Entrevistas

São dois nomes incontornáveis da música eletrónica mundial. Depois do término dos Swedish House Mafia, a paixão pela música não ficou por ali. Axwell e Sebastian Ingrosso decidiram juntar as suas duas carreiras de sucesso e formar o projeto Axwell /\ Ingrosso. Os artistas suecos vêm apresentar o seu novo projeto musical ao MEO Arena em Lisboa, no próximo dia 18 de dezembro, num dos eventos mais esperados do ano: a Carlsberg Where's The Party. Poucos dias antes da sua atuação em Portugal, a equipa do Portal 100% DJ esteve à conversa com a dupla, acerca de vários temas como o nosso país, o cenário atual da música eletrónica, o Top 100 da DJ Mag e, claro, fomos saber como estão as espectativas para este evento.

Além da entrevista, em baixo poderás encontrar uma infografia que retrata os 10 melhores momentos da dupla, divulgados recentemente pela conhecida revista Billboard.

 
É a vossa estreia enquanto dupla. Quais são as vossas expetativas e o que podemos esperar da vossa atuação?
Nós já viemos a Portugal em separado e adorámos. Estamos sempre a ouvir os fãs online e o amor que têm por nós é fantástico. Esta atuação já está marcada há algum tempo e mal podemos esperar para subir ao palco!
 
Axwell, qual é a sensação de celebrar o teu aniversário com os teus fãs portugueses?
É um sítio lindo para celebrar! Ter todas aquelas pessoas para celebrar em conjunto vai fazer com que aquele dia seja muito especial.
 
Vocês agradeceram a todos os fãs pelo apoio dado em relação ao Top 100 da DJ Mag, onde ficaram colocados em 17º lugar. Vocês acham que a electronic dance music precisa de mais amor e menos campanhas e competições?
O mais fantástico em relação a este assunto é que nunca pedimos a ninguém para votar em nós. Sem apelarmos ao voto, os nossos fãs fizeram questão de votar em nós. Isso tornou tudo muito especial. Nós não nos importamos com posições ou tops, o que interessa são os verdadeiros fãs que vemos à nossa frente cada vez que atuamos.
 

Às vezes são as pessoas que ultrapassam a linha as que mais impacto causam.

 
Qual é a vossa opinião acerca do cenário da música eletrónica a nível internacional atualmente?
Existe muito talento e muita energia criativa por ai. A necessidade de evoluir e fazer coisas engraçadas nunca esteve tão bem.
 
Que conselhos querem deixar aos novos produtores?
Trabalhem muito. Mesmo a sério, trabalhem até não conseguirem mais. E não se importem se têm de seguir o estilo ou o modelo de alguém. Às vezes são as pessoas que ultrapassam a linha as que mais impacto causam.
 
Que mensagem gostariam de deixar aos nossos seguidores e leitores do Portal 100% DJ?
Muito obrigado por todo o amor e apoio!

Publicado em Entrevistas
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